E com mérito, a aniversariante ganhou bela homenagem na Câmara Municipal, numa iniciativa do vereador Heron de Souza. Se não fosse a pandemia, certamente as homenagens seriam bem maiores. No sábado da mesma semana, a centenária ganhou homenagem de familiares durante jantar festivo, na La Tratoria. Fui chamado, mas não compareci por cuidados e respeito, ao momento em que passamos. “Certamente faremos outra festa e quem sabe bem maior, para comemorar os 101 anos de Gilkinha!”, disse-me a nora Cleusa Salete, que organizou o encontro. E vamos, com certeza! Conheço algumas características do estilo ser e viver de Gilkinha, já que tive a honra, ao longo dos anos, em participar de muitos momentos de sua vida. Uma delas é o fato de a famosa artista plástica nunca ter revelado sua idade aos amigos. E o motivo é fácil de compreender: Gilkinha nunca se preocupou com a idade. “A verdadeira idade é a do nosso pensamento e espírito que possuímos”, dizia-me. Outro detalhe: nunca ouvi, em todos esses anos de convívio, Gilkinha pronunciar se quer uma palavra negativa, especialmente em torno das pessoas. É que para ela, o material mais importante e valioso na vida, são as pessoas! Passaram-se dias, meses e anos. Seus aniversários sempre foram festejados. E todos os eventos reuniam de dezenas e dezenas de amigos e era nesses encontros onde surgia a famosa pergunta que todos queriam fazer à aniversariante. Mas ninguém ousava. A pergunta: “Quantos anos a Gilkinha deve ter?…”. A resposta não chegava. Nem precisava. Bastava olhar para a aniversariante. Estava sempre jovem! Até que chegaram os 100 Anos! E aí, veio a revelação pública, merecida, festejada e tão lembrada pela não somente pela sociedade, mas por toda a comunidade e pelos muitos amigos, inclusive, pela legislação da cidade! E viva Gilkinha, linda, querida e um verdadeiro exemplo de mulher!




